Vamos trocar DVD´s e memorias por dispositivos bioeletrônicos

Dispositivos bioeletrônicos

Nossos cérebros não usam campos magnéticos ou pontos quânticos para armazenar nossas memórias - pelo que demonstram as evidências coletadas pelos cientistas até hoje, nossos cérebros armazenam nossas memórias em proteínas.

Muito interessados em aproveitar a perfeição da máquina humana, pesquisadores japoneses agora deram os primeiros passos para utilizar proteínas para armazenar dados, uma pesquisa que poderá um dia permitir a substituição dos DVDs e cartões de memória por dispositivos bioeletrônicos.

Gravando dados em proteínas

A equipe do Dr. Tetsuro Majima utilizou uma proteína fluorescente para gravar um padrão específico de informações sobre uma lâmina de vidro. Utilizando uma combinação inovadora de luz e compostos químicos, os pesquisadores demonstraram que é possível ler e apagar os dados gravados pelas proteínas.

Esta é a primeira vez que se demonstra que um sistema inteiramente baseado em proteínas é capaz de fazer as três operações básicas para qualquer sistema de armazenamento digital de dados: escrever, ler e apagar.

O estudo ainda é uma prova de conceito, que funciona apenas em escala laboratorial e de forma lenta. Mas os transistores também não nasceram rápidos e nem mesmo eram microscópicos (veja Transístor, o presente de Natal do século, completa 60 anos).

Fonte: IT


Tecnologia poderá permitir que computadores “leiam as mentes” dos usuários

Pesquisadores da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma tecnica que poderá tornar os computadores capazes de reagir aos pensamentos de frustração e tédio dos seus usuários.

Monitoramento do cérebro

Os cientistas estão utilizando técnicas não-invasivas e portáteis de imageamento médico de uma forma inédita, obtendo informações em tempo real de alterações sutis no cérebro, que podem indicar quando o usuário está sobrecarregado de trabalho - a frustração - ou sem muito o que fazer - o tédio.

"São cada vez mais necessárias novas técnicas de avaliação que monitorem os usuários enquanto eles trabalham com computadores," diz o cientista Robert Jacob. "Num momento um usuário pode estar entediado e, no momento seguinte, o mesmo usuário poderá estar sobrecarregado. A medição da carga de trabalho mental, da frustração e da distração, é tipicamente limitada à observação qualitativa dos usuários ou à aplicação de pesquisas ao término de uma tarefa, potencialmente perdendo insights valiosos sobre as mudanças nas sensações do usuário."

Espectroscopia funcional por infravermelho próximo

Jacob e seu colega Sergio Fantini estão utilizando uma técnica de imageamento chamada espectroscopia funcional por infravermelho próximo (fNIRS), que utiliza a luz para monitorar o fluxo de sangue no cérebro. Esse fluxo é utilizado como um termômetro da carga de trabalho cerebral de um indivíduo, sendo que ele se amplia consideravelmente quando alguém está resolvendo um problema difícil.

O equipamento utiliza diodos laser para enviar luz na faixa do infravermelho próximo através da testa. Essa faixa do espectro eletromagnético consegue penetrar de dois a três centímetros no interior do crânio, interagindo com o lobo frontal. Normalmente a luz penetra através dos tecidos do corpo humano, exceto quando ela encontra a hemoglobina do sangue. Desta forma, as ondas de luz são absorvidas pelas áreas com alta densidade de sangue e refletidas pelo restante dos tecidos. Essa luz refletida volta aos sensores do equipamento, permitindo gerar a imagem.

"[...]a área particular do cérebro onde ocorre uma alteração no fluxo de sangue pode fornecer indicações das alterações metabólicas do cérebro e, por decorrência, da carga de trabalho, que pode ser um indicativo de emoções como a frustração," diz Fantini.

Os dados coletados pelo sistema de fNIRS coincidiu com a opinião dos usuários sobre suas próprias emoções em 83 por cento dos casos.

Fonte: IT